sábado, 20 de novembro de 2010

VIDA E MORTE EM UM NINHAL DE GARÇAS NO CAMPUS DA UFLA.

Garça-branca-grande (Ardea alba). Foto: Kassius Santos
  
   Para grande parte das espécies de aves, a primavera assinala a chegada do período reprodutivo. É quando se tem uma maior disponibilidade de recursos para construção dos ninhos e de alimento para criar os filhotes.

   
  
    No campus da Universidade Federal de Lavras a chegada da primavera é evidenciada pelas revoadas de garças que cruzam os céus carregando gravetos, empenhadas na construção de seus ninhos. Pelo menos quatro espécies de garças constroem seus ninhos nos bambuzais, Sangras d’água (Croton spe outras árvores de pequeno e médio porte distribuídas em uma faixa ao longo de um brejo próximo à área da piscicultura. As Garças-brancas-grandes (Ardea albautilizam os pinheiros mais altos, formando uma colônia separada das demais espécies. Elas chegam um pouco mais cedo que as outras três espécies, normalmente no final de agosto, sendo a primeira espécie a iniciar os trabalhos de construção dos ninhos. A espécie mais numerosa é a Garça-vaqueira (Bubulcus ibis), dividindo espaço lado a lado com a Garça-branca-pequena (Egretta thulae com a Garça-noturna ou Savacu (Nycticorax nycticorax). 
Garça-branca-pequena (Egretta thula) e filhote. Foto: Kassius Santos

As Garças-vaqueiras (Bubulcus ibis) são a espécie predominante. Foto: Kassius Santos


    Os ninhos, construídos muito rudimentarmente com gravetos apanhados nas proximidades do ninhal, se amontoam nos galhos das árvores e nos bambuzais. Alguns casais levam folhas e ramos verdes para os ninhos, talvez para refrescar o calor ou para repelir parasitas. Nos ninhos centenas de pequenos bicos alardeiam a chegada dos pais trazendo o alimento de tempos em tempos, enquanto os adultos se bicam e se “acotovelam” nos galhos, vocalizando muito, tentando afugentar um vizinho mais abusado que se atreve a roubar-lhes um graveto do ninho. As Garças-brancas-grandes, as pequenas e a Garça-noturna buscam alimento para seus filhotes, principalmente peixes e anfíbios, nas lagoas, rios, represas e brejos próximos. Já a Garça-vaqueira, embora também possa ser encontrada próxima a áreas alagadas, prefere as pastagens, onde os bandos são comumente vistos andando junto com o gado - e isso não é por acaso... Durante seus deslocamentos através do capim, o gado afugenta gafanhotos e outros insetos, alimento principal dessa espécie de garça. 
Ninho recoberto com folhas verdes. Foto: Kassius Santos


Quando já não há mais forquilhas nos galhos das árvores, o jeito é construir o ninho pendurado nos cipós...



Ninho de Garça-vaqueira (Bubulcus ibis). Foto: Kassius Santos

Todo o chão abaixo do ninhal é recoberto por uma camada grossa de fezes e detritos (cascas de ovos, filhotes mortos, restos de alimentos que caem do ninho). O acúmulo de matéria orgânica em decomposição é tão grande que muitas vezes a vegetação rasteira não sobrevive.


Casal de Savacus (Nycticorax nycticorax). Foto: Kassius Santos
Garça-branca-pequena (Egretta thula). Foto: Kassius Santos
Garça-vaqueira (Bubulcus ibis) Foto: Kassius Santos

    O ninhal é um grande berçário, e como tal nos faz pensar em vida. Porém nem tudo são flores, a morte ronda a todo instante. As novas garças já correm riscos antes mesmo de nascerem. Durante a incubação, muitos ovos podem cair no chão, devido ao constante empurra-empurra dos vizinhos. Vencida essa etapa, as ameaças continuam, dessa vez dentro do próprio berço. Se a ninhada é de dois ou mais filhotes (normalmente vai de 1 a 3), estes se envolvem em uma disputa ferrenha pelo alimento que os pais lhes trazem. O que nasce primeiro geralmente leva vantagem e por ser mais forte acaba expulsando do ninho seus irmãos mais fracos. É a seleção natural, que privilegia o mais forte e mais apto, e no caso das garças começa ainda no ninho. Uma vez caído no chão, a morte do filhote é praticamente certa. Ali ele está entregue a própria sorte. Enfraquecidos pela falta de alimento e jovens demais para voar, os filhotes caídos são vítimas fáceis de predadores como lagartos, gatos, gambás e principalmente dos Caracarás (Caracara plancus).  Estes últimos ficam à espreita nas árvores vizinhas ao ninhal, aguardando o momento certo para atacar um filhote caído ou mesmo para arrebatar um filhote ou ovo de um dos ninhos. Embora o Caracará seja um dos principais predadores dos ninhais, outras espécies de gaviões como o de Cauda-branca (Buteo albicaudatuse o Gavião-caboclo (Heterospizias meridionalis), além de corujas, como o Jacurutu (Bubo virginianus), também representam uma ameaça real ao ninhal. 
Filhote caído no chão do ninhal, provavelmente expulso por um dos irmãos. Foto: Kassius Santos
    Como se tudo isso não bastasse, o perigo pode estar onde menos se espera. A garça-noturna ou Savacu, espécie que nidifica lado a lado com as Garças-vaqueiras e Garças-brancas-pequenas, algumas vezes se converte em predador de filhotes das outras garças. A outras espécies parecem não reconhecer o Savacu como inimigo, permitindo que construam seus ninhos próximos aos seus. Maiores e mais fortes, os Savacus aproveitam a distração dos pais e arrebatam um dos filhotes das outras garças, que provavelmente servirá de alimento para seus próprios filhotes.
Savacu (Nycticorax nycticorax) devorando um filhote de garça-vaqueira. Fotos: Kassius Santos
    Mesmo os indivíduos adultos não estão fora de perigo. As constantes disputas pelo melhor local para fazer o ninho (geralmente nos galhos mais centrais, pois os da borda ficam mais suscetíveis aos predadores), também podem acabar com um dos contendores morto. É possível observar garças adultas mortas, penduradas de cabeça para baixo nos galhos próximos ao ninho.


    A despeito de todos os problemas que isso possa trazer, viver em sociedade, no caso das garças, é vantajoso para o indivíduo, pois o predador pode atacar o ninho ao lado, deixando o seu intacto. Um ou outro indivíduo sempre sai perdendo, mas no fim das contas o balanço é positivo para a espécie de forma geral.

Texto: Kassius Santos

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Você sabe o que é um CRAS?

CRAS é uma abreviação para Centro de Reabilitação de Animais Silvestres. Lá, atendimentos médico-veterinários são prestados a animais que são trazidos por entidades como o Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e a Polícia Ambiental, em consequência de tráfico, atropelamentos, choques elétricos, queimadas, desmatamentos, entre outros.

Biólogos e veterinários no CRAS da ONG Associação da Mata Ciliar prestando atendimento a uma Onça Parda (Puma concolor) atropelada                   na Rodovia Anhanguera em outubro de 2009.

O maior objetivo do CRAS é devolver os animais à natureza, lugar de onde nunca deveriam ter saído. Porém, infelizmente, muitos são os casos em que eles são condenados à viver o resto de suas vidas em cativeiro.
                                                Soltura de uma Jaguatirica em uma reserva ecológica feita pelo CRAS de Bonito-MS.

A maioria desses centros, espalhados por todo o país, são sustentados por ONGs ou por algum tipo de iniciativa privada, por isso todo tipo de ajuda é bem vindo. Procure saber se há algum CRAS na região onde você vive e vá conhecer pessoalmente o trabalho que eles desenvolvem. Você pode colaborar doando alimentos, produtos de limpeza ou sendo voluntário para ajudar nas tarefas diárias desenvolvidas no Centro. Os animais agradecem!
  Alguns dos animais recebidos pelo CRAS da Associação Mata Ciliar (Gambá, Macaco Bugio, Tucano Toco e  Veado Catingueiro).



Postagem: Gabrielle Pacheco

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ANIMAL FOTOSSINTETIZANTE?

A fotossíntese é o processo por meio do qual os seres chamados autótrofos, como vegetais, algumas espécies de microalgas (ex.: diatomáceas e euglenoidinas), cianófitas e diversas espécies de bactérias, produzem o seu próprio alimento. Teoricamente, os outros seres vivos, conhecidos como heterótrofos, não possuem essa mesma capacidade, por não terem desenvolvido esse processo metabólico.
Uma descoberta feita pela pesquisadora da Universidade de Maine (EUA), Mary Rumpho, mostrou a capacidade adaptativa da natureza. Estudando a lesma-do-mar Elysia chlorotica, ela descobriu como essa espécie consegue realizar fotossíntese.

     Elysia chlorotica. Foto: Mary S. Tyler

A E.chlorotica é um molusco gastrópode que habita a costa dos E.U.A. e que se alimenta de algas verdes, preferencialmente as da espécie Vaucheria litorea. Um diferencial desse tipo de lesma, em relação aos outros, chamou a atenção da pesquisadora. Após ingerir a alga, ele consegue sobreviver, durante um longo período de tempo, produzindo o seu próprio alimento, através da fotossíntese.

    Vaucheria litorea (alga). Foto: Mary Rumpho-Kennedy

A pesquisadora descobriu que a lesma incorpora, em seu organismo, depois da ingestão, os cloroplastos da alga. À incorporação, que ocorre no epitélio digestivo do molusco, dá-se o nome de kleptoplastia. O cloroplasto, organela que contém clorofila, pigmento responsável pela realização da fotossíntese, pode durar no organismo do animal por até nove meses.    De acordo com a cientista, o molusco tem a capacidade de reter, em suas células, os genes responsáveis pela fotossíntese. Dados de experimentos realizados anteriormente mostraram que lesmas alimentadas com V. Litorea, durante duas semanas, sobreviveram até o final da vida sem a necessidade de se alimentar.  

    Ciclo vital de Elysia chlorotica. (A) Larva veliger de vida livre, escala de 100 μm. (B) Juvenil recém metamorfoseado sobre filamentos de alga Vaucheria litorea, escala de 500 μm. (C) Juvenil 5 dias após haver se alimentado, escala 500 μm. (D) Adulto, escala 500 μm. 

A equipe da cientista realizou o seqüenciamento do material genético do cloroplasto, e o resultado mostrou que ele não estava completo para realizar a fotossíntese. Além disso, foi constatado, também, que o gene psbO (oxygenic photosynthesis) foi expresso na lesma-do-mar, integrado as suas células germinativas (sexuais), e que a fonte desse gene é a alga ingerida pelo molusco.
Apesar de os pesquisadores terem demonstrado que há a retenção e a incorporação do genoma da alga Vaucheria litorea, nas células da lesma-do-mar Elysia chlorotica, eles ainda não compreendem como o gene responsável pela fotossíntese pode manter-se funcional. Segundo revelou Greg Hurst, da Universidade de Liverpool, Reino Unido, ao site Checkbiotech, a transferência de DNA entre espécies não é uma novidade, porém o que intriga os pesquisadores é o fato de o material genético continuar funcionando dentro do animal que o adquiriu.
Esse estudo pode ajudar os cientistas a compreenderem como ocorre a adaptação do organismo da lesma ao genoma adquirido, de forma a mantê-lo funcional, o que  constitui uma vantagem adaptativa para o animal. Esse fenômeno é chamado de transferência horizontal. 

Texto: Arlei Maturano




Postagem: Felipe Pettri



domingo, 10 de outubro de 2010

Lobo Guará

O Lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é o maior canídeo nativo encontrado na América do Sul. Medindo cerca de 1 metro e 30 centímetros de altura e pesando entre 20 e 25 Kg, esse animal pode causar medo em quem o encontre pelos cerrados do Brasil, embora tais encontros sejam bastante raros devido ao fato deste ser um animal extremamente tímido e de hábitos noturnos. Mas a despeito de seu porte, o lobo-guará é uma espécie que nunca ataca o homem, preferindo sempre a fuga quando o encontro acontece. Ao contrário de seus parentes da América do Norte e da Europa, não forma alcatéias, preferindo sempre viver solitário ou em companhia da fêmea durante o período reprodutivo. Outra diferença entre essa espécie e os Lobos europeus e norte americanos é o fato do Lobo-guará não uivar. Sua vocalização consiste num latido seco e que pode ser ouvido à grande distância, geralmente usado para avisar indivíduos de áreas vizinhas que aquelas terras já tem dono.
Sua alimentação consiste basicamente de pequenos mamíferos, especialmente de roedores, de aves e répteis que captura em suas andanças noturnas pelos campos e cerrados brasileiros. Utiliza especialmente a audição para capturar suas presas escondidas no capim alto, apontando suas grandes orelhas na direção dos ruídos como se fossem radares. Complementa sua dieta com frutos do cerrado, como é o caso da Fruta-de-lobo, que ganhou esse nome justamente por lhe servir de alimento.
A espécie encontra-se ameaçada principalmente pela perda e fragmentação de seu território devido à expansão da pecuária e da agricultura.

As fotos a seguir foram feitas por Kassius Santos na Chapada do Abanador, área próxima ao município de Mindurí, sul de Minas Gerais. Os registros foram feitos ao entardecer, por volta das 18 horas, período em que os indivíduos iniciavam suas atividades, e ao raiar do dia, por volta das 5 horas e 30 minutos, horário em que se recolhiam aos seus abrigos diurnos.











Diversidade da Avifauna no sul de Minas Gerais.

Um inventário recentemente realizado pela equipe composta pelos biólogos Kassius Santos, Vitor Torga Lombardi, Raisa Gonçalves Faetti, Matusalém Miguel e pelo ornitólogo Santos D'Angelo Neto, revela a grande diversidade de espécies de aves presente na região do sul de Minas Gerais e Campo das Vertentes.

A região, que compreende os municípios de Carrancas, Lavras, Itamonte, Aiuruoca, entre outros, tem sido estudada a relativamente pouco tempo no que se refere à sua avifauna, e este talvez seja o trabalho mais abrangente já realizado na área. 

Embora seja uma região de forte influência antrópica historicamente, com suas áreas bastante exploradas pela cultura do café, pela pecuária e mais recentemente pela expansão das áreas de plantio de eucalipto, ainda apresenta uma grande riqueza de espécies animais e vegetais. O fato de estar localizada em uma área de contato entre dois dos mais importantes biomas brasileiros, Mata Atlântica e Cerrado, além de apresentar áreas de Campos Nativos ainda intactas, pode explicar essa riqueza de espécies.
    Mata Triste, no município de Mindurí. Maior área contínua de Floresta Atlântica encontrada na região. Foto: Kassius Santos.
     Campos naturais, Cerrado e mais ao fundo a ameaça da expansão do cultivo de Eucalipto na região de Carrancas. Julho de 2010. Foto: Kassius Santos.

As aves, sem dúvida, constituem o grupo que mais chama a atenção, seja por estarem presentes em todos os ambientes, inclusive nas áreas urbanas, seja pelas cores vistosas que muitas apresentam, ou pelo canto característico de cada espécie.

Foram registradas na região aproximadamente 400 espécies de aves, sendo que mais de 12 destas estão sob algum grau de ameaça, em nível estadual ou nacional. Destacam-se  espécies como o Caminheiro-grande (Anthus nattereri), o Tico-tico-de-máscara (Coryphaspiza melanotis) e a Marianinha-do-campo (Culicivora caudacuta), espécies típicas dos campos nativos e extremamente ameaçadas devido à redução e à fragmentação desses ambientes. Espécies como a águia-cinzenta (Harpyhaliaetus coronatus), típica do Cerrado, e espécies florestais como o Gavião-pega-macacos (Spizaetus tyrannus) e a Tesourinha-da-mata (Phybalura flavirostris), encontram-se ameaçadas pelos mesmos motivos.
    Caminheiro-grande (Anthus nattereri) em campo nativo no município de Carrancas. Foto: Kassius Santos
    Tico-tico-de-máscara (Coryphaspiza melanotis) fotografado na Chapada do Abanador, Mindurí, em outubro de 2009. Foto: Kassius Santos.
    Marianinha-do-campo (Culicivora caudacuta) fotografada em Lavras, agosto de 2010. Foto: Kassius Santos
    Águia-cinzenta (Harpyhaliaetus coronatus) sobrevoando área próxima ao rio Grande, em Ribeirão Vermelho, junho de   2010. Foto: Kassius Santos.
     Tesourinha-da-mata (Phybalura flavirostris) registrada próxima à Mata Triste, em Mindurí, outubro de 2009. Foto: Kassius Santos

Também foram registradas espécies não ameaçadas mas consideradas raras e pouco abundantes, como é o caso do Urubu-rei (Sarcoramphus papa) e do Falcão-morcegueiro (Falco rufigularis), de espécies migratórias como o Falcão-peregrino (Falco peregrinus), visitante do hemisfério norte, e de espécies comuns em outras regiões mas ainda não registradas anteriormente na área, como é o caso da Curicaca (Theristicus caudatus), espécie típica do Brasil central.
    Indivíduo imaturo de Urubu-rei (Sarcoramphus papa). Mindurí, abril de 2010. Foto: Kassius Santos. 
    Falcão-morcegueiro ou Cauré (Falco rufigularis). Mindurí, janeiro de 2010. Foto: Kassius Santos.
    Falcão-peregrino (Falco peregrinus) registrado na Chapada do Abanador, em Mindurí, janeiro de 2010. Foto: Kassius Santos.
    Casal de Curicacas (Theristicus caudatus). Lavras, maio de 2010. Foto: Kassius Santos 

Os resultados deste inventário justificam e sugerem que medidas para garantir a sobrevivência dessas espécies sejam tomadas, em caráter de urgência, pelos órgãos competentes. É necessário que remanescentes da Mata Atlântica, como é o caso da Mata Triste, a maior área contínua de floresta da região, localizada entre Carrancas e Mindurí, as áreas de Campos Naturais, presentes principalmente no município de Carrancas e o que ainda resta no nosso Cerrado sejam efetivamente preservados para que não se perca parte de toda essa diversidade. Além de pressionar os órgãos competentes para que criem parques nacionais, estaduais ou municipais, para que fiscalizem as áreas no sentido de coibir a caça e a coleta predatória de espécies vegetais e animais, também é nosso dever conscientizar os moradores das áreas para que contribuam com a preservação de toda essa riqueza biológica que ainda temos o privilégio de abrigar em nossa região.  

2010 - Ano Internacional da Biodiversidade

A biodiversidade existente na Terra hoje consiste em vários milhões de espécies biológicas distintas, o produto de quatro bilhões de anos de evolução.


A palavra "biodiversidade" foi cunhada como uma contração de "diversidade biológica" em 1985.

O Brasil é o país de maior biodiversidade biológica do mundo.
Estima-se que detemos entre 15% e 20 % de toda biodiversidade do planeta:
·   55 mil espécies vegetais (22% do total do planeta);
·        541 mamíferos (136 endêmicos);
·        775 anfíbios (441 endêmicos);
·        633 répteis (234 endêmicos);
·        3mil espécies de água doce (3X mais do que qualquer outro país);
·        Entre 10 e 15 milhões de insetos.


Só a Amazônia detém 26% das florestas tropicais remanescentes no mundo.


AMEAÇAS!!!
A poluição, o uso excessivo dos recursos naturais, a expansão da fronteira agrícola, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas espécies vegetais e animais à extinção, ou seja, estamos perdendo parte da nossa Biodiversidade.
     
A cada ano, aproximadamente 17 milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30 anos.


A exploração excessiva de algumas espécies também pode causar a sua completa extinção.

     
Alguns representantes da lista de espécies ameaçadas de desaparecerem completamente do nosso território:

  


   Nome Comum: Onça Pintada

     Nome científico: Panthera onca
     Principais ameaças: destruição do habitat, caça.













       Nome Comum: Mico-leão-dourado
       Nome científico: Leontopithecus rosalia
       Principais ameaças: destruição do habitat ,  perseguição e  caça.       










Nome científico: Cattleya amethystoglossa
Criticamente em perigo devido desmatamento, destruição do habitat, comércio.








             


              Nome científico: Actinocephalus robustus
              Principal ameaça: desmatamento.












Nome comum: arara-azul-grande
Nome científico: Anodorhynchus hyacinthinus
Principais ameaças: destruição do habitat, perseguição e comércio.











Somos parte dependente da diversidade biológica que nos alimenta, abriga, sustenta,cura, inspira, tranqüiliza, diverte e conforta.
  
Devemos investir, como biólogos, no aprimoramento de nosso conhecimento das espécies e no desenvolvimento de tecnologias para sua proteção, conservação e uso sustentado, de forma a contribuir na efetiva implementação de estratégias, políticas, planos e programas nacionais para a conservação da biodiversidade e dos ecossistemas.

Postagem: Roberta Ferreira